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Ariadna Kastri

Os clássicos, lidos a partir das mulheres que os sustentam

ODISSEIA

Uma página que não coube

Se você chegou até aqui com o livro na mão: obrigada. Esta é a página que ficou de fora.

Chama-se «A irmã» e fala de Ctímene. Odisseu tem uma irmã: o poema a nomeia uma única vez, num verso, e não volta a ela. Quem a nomeia é um escravo, de noite, numa cabana, falando com um mendigo que ele não reconhece. O mendigo é o irmão dela. Ela não tece, não desce escada nenhuma, não escolhe, não morre: eles a dão. E dessa única vez sai, lendo devagar, quase tudo o que a Odisseia pensa sobre o que vale uma mulher numa casa.

Não coube em nenhum capítulo nem interlúdio, e eu não quis jogar fora. Está aqui, à parte, numa página sem número: com canto e verso, como no livro, para você conferir com a sua Odisseia do lado. Deixe seu e-mail e eu mando. Quando houver outra página assim, e há uma em cada livro, ela também será sua. Mais nada.

Ariadna

Quem guarda o seu e-mail sou eu, Ariadna Kastri (Koiné Press). Uso para lhe mandar este texto e, de vez em quando, avisar de um livro novo: mais nada, e mais ninguém. Faço isso porque você autoriza ao marcar a caixa, e guardo enquanto você quiser continuar na lista. Todo e-mail leva o seu link de saída, um clique. O detalhe completo está na política de privacidade.

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